sexta-feira, 28 de novembro de 2025

1 de Dezembro.

O Dia da Restauração da Independência assinala o dia 1 de dezembro de 1640.

Foi neste dia que um grupo de nobres portugueses, conhecidos como os "Quarenta Conjurados", encenou um golpe de Estado em Lisboa, pondo fim à União Ibérica que durava 60 anos, desde 1580.

📜 Contexto Histórico

  • União Ibérica (1580–1640): Após a crise de sucessão de 1580, que se seguiu à morte do Cardeal-Rei D. Henrique, o trono português foi assumido por Filipe II de Espanha (Filipe I de Portugal). Portugal e Espanha passaram a ser governados pelo mesmo monarca, naquilo que ficou conhecido como a União Ibérica ou o domínio Filipino.

  • A Restauração: O descontentamento com o domínio espanhol (principalmente devido à pesada carga fiscal e ao envolvimento de Portugal em guerras de Espanha) levou à conspiração. O golpe de 1 de dezembro de 1640 depôs a Duquesa de Mântua, que governava Portugal em nome do rei espanhol Filipe IV.

  • Novo Rei: Os conspiradores aclamaram D. João, Duque de Bragança, como o novo rei de Portugal, que ascendeu ao trono como D. João IV, dando início à Quarta Dinastia (Casa de Bragança).

  • Guerra da Restauração: A independência só foi reconhecida pela Espanha em 1668, após a longa e dispendiosa Guerra da Restauração.

O 1.º de Dezembro é, portanto, a data que marca o fim da dominação espanhola e o regresso de Portugal à plena soberania.

 

sábado, 22 de novembro de 2025

Trup

A postura de Donald Trump na cena política distingue-se pela sua alta capacidade de reviravolta — não são meras declarações oportunistas, mas sim saltos dramáticos entre posições que variam conforme o seu interesse momentâneo, o contexto mediático ou a pressão externa. Esses ziguezagues não são apenas retóricos, têm impacto real nas políticas internas e externas dos Estados Unidos. A seguir, alguns exemplos que ilustram bem esse comportamento contraditório:

1. 

Tarifas comerciais com a China

Um dos casos mais notórios é a imposição de tarifas “recíprocas” massivas sobre importações: Trump anunciou taxas de até 125% sobre produtos chineses. 

euronews

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Poder360

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No entanto, poucos meses depois, declarou estar “aberto” a acordos com a China. 

Poder360

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Ainda mais: numa cimeira com Xi Jinping, Trump fez um recuo importante, reduzindo algumas dessas tarifas, alegando que a China poderia ajudá-lo na questão do fentanil. 

euronews

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Esses saltos sugerem que a sua postura é tanto de confronto duro quanto de negociação flexível — dependendo do momento e do que convém ao seu discurso político.

2. 

Reconhecimento dos custos tarifários

Apesar de impor tarifas pesadíssimas, Trump reconheceu publicamente que havia “custos e problemas de transição” para a economia americana. 

O Globo

 Ou seja: ele próprio admitiu que a política protecionista tinha efeitos negativos no curto prazo, mas continuou a promovê-la como se fosse uma medida de grande vitória política.

3. 

Desregulação ambiental e mudança climática

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Durante o seu primeiro mandato, Trump assinou ordens executivas para reverter regulamentos ambientais importantes, como o Clean Power Plan, argumentando que isso promoveria independência energética e beneficiaria a indústria de combustíveis fósseis. 

TIME

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Mas mais recentemente, numa demonstração clara do seu estilo “ziguezague”, ele voltou a retirar os EUA do Acordo de Paris sobre o clima, repondo uma política de negação das mudanças climáticas e alinhando-se com os interesses da indústria de petróleo e do gás. 

Reuters

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Esta constante oscilação entre promessas de “crescimento económico” e puxadas de freio nas medidas ambientais revela uma contradição profunda: um discurso populista que alterna entre “trabalho para os americanos” e “fazemos o que for preciso para sustentar o poder económico”.

4. 

Negociações comerciais com diversos países

Além da China, Trump também ameaçou e impôs tarifas a outros parceiros, para depois oferecer pausas ou condições especiais: por exemplo, anunciou uma pausa de 90 dias em algumas tarifas para países que quisessem negociar. 

euronews

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Porém, esse “alívio temporário” é visto por muitos como tática para pressionar — em vez de uma política estável ou previsível.

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Posteriormente, anunciou que gostaria de encurtar prazos para novos acordos comerciais, dizendo que enviaria cartas a vários países com a mensagem: “Parabéns! Vão pagar 25%” de tarifas. 

Diário de Notícias

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Em paralelo, classificava os seus próprios acordos como “os maiores da história”: por exemplo, afirmou ter fechado um “acordo gigantesco” com o Japão e com o Reino Unido, usando a retórica da vitória política, apesar dos analistas levantarem dúvidas sobre a sustentabilidade e o real benefício económico desses pactos. 

UOL Economia

5. 

Diplomacia contraditória

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A secretária de imprensa da Casa Branca admitiu que Trump poderia personalizar acordos para cada país, dependendo das negociações. 

Poder360

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No entanto, a imprevisibilidade dessas negociações reforça a ideia de que Trump usa a diplomacia como um jogo de pressão em vez de uma estratégia de longo prazo — o que mina a confiança de muitos parceiros internacionais.

 

Conclusão crítica com base nos exemplos

Estes exemplos mostram que os “ziguezagues” de Trump não são simples variações de discurso: fazem parte de um método calculado. Ele alterna a confrontação agressiva (tarifas muito altas, retórica de dureza) com gestos de abertura (pausas, negociações), conforme o que for mais vantajoso para os seus objetivos imediatos. Isso pode dar-lhe uma vantagem tática a curto prazo, mas compromete a construção de políticas coerentes e sustentáveis.

Além disso, esse comportamento tende a prejudicar a credibilidade das instituições: aliados, adversários e mercados lidam com ele como alguém imprevisível, o que cria instabilidade nos principais domínios — económico, diplomático e ambiental.

Por fim, embora seus movimentos possam ser celebrados pelos seus apoiantes como “decisivos” ou “estratégicos”, muitos críticos vêem neles um estilo que fragiliza a governabilidade institucional: é fácil ganhar no momento, mas é difícil construir algo sólido para o futuro quando as regras mudam constantemente.



Nota de autoria:

Os textos aqui partilhados são da autoria de Marciel, com apoio da inteligência artificial ChatGPT para auxiliar na redação, estruturação e revisão de conteúdo. Embora a IA contribua com sugestões e melhorias, todas as ideias, decisões finais e mensagens transmitidas são inteiramente humanas. 

Natal

 O Natal em Portugal é mais do que uma festa; é um regresso às origens, um mergulho na tradição e um momento sagrado de reunião familiar. À medida que as luzes se acendem nas cidades — do Chiado em Lisboa ao centro histórico do Porto — instala-se no ar aquele cheiro inconfundível a castanhas assadas e a pinheiro fresco, anunciando que o mês de dezembro se instalou de vez.

A preparação começa cedo, mas o ponto alto é a noite da Consoada, a 24 de dezembro. É a noite em que as famílias se juntam à volta de uma mesa farta. O jantar tradicional, desprovido de carne, é um ritual simples mas profundo, com o incontornável Bacalhau cozido com couves e batatas.

É após a refeição, e já na expectativa, que os mais novos aguardam pela Meia-Noite. É nesta hora mágica que se celebra a Missa do Galo e que, finalmente, a família se junta para a troca de presentes. Para as crianças, esta é a hora de confirmar a visita do Pai Natal, cujos embrulhos se aninham debaixo da árvore ou junto ao Presépio, peça central que em muitas casas ganha maior importância do que a própria árvore.

O dia 25 é um dia de lentidão e de calor. É o momento de desfrutar dos doces tradicionais, que variam de região para região, mas que dificilmente dispensam as Rabanadas, os Sonhos e o Bolo-Rei, recheado de frutas cristalizadas e, inevitavelmente, com a fava escondida.

O Natal português é, acima de tudo, um convite ao aconchego (lar), à memória e à partilha de afeto. É o tempo de parar, de respirar fundo e de nos lembrarmos que, no meio de toda a pressa do mundo, há sempre tempo para um abraço.

sábado, 8 de novembro de 2025

O Natal dos Anos 90 e o Natal de Agora

Havia qualquer coisa de mágico no Natal dos anos 90. Talvez fosse a simplicidade, talvez fosse o tempo — que parecia passar mais devagar — ou talvez fosse apenas o encanto de viver tudo com olhos de criança. As ruas ganhavam um brilho diferente, com luzes coloridas e músicas que se ouviam nas rádios locais. As famílias juntavam-se à volta da mesa, e o Natal era, acima de tudo, um momento de encontro, de gargalhadas e de cheiros que anunciavam a época: o bacalhau a cozer, os fritos de abóbora, o açúcar e a canela no ar.

As crianças esperavam ansiosamente pela consoada, a contar as horas para abrir os presentes. Nessa altura, não havia ecrãs nem notificações — só o som do papel a rasgar e o brilho nos olhos de quem recebia algo tão simples como um carrinho, uma boneca ou uma cassete do cantor preferido. O Pai Natal ainda era um mistério, e o frio lá fora parecia tornar tudo mais verdadeiro.

Hoje, o Natal mudou. As luzes brilham mais, as mesas continuam fartas, mas há uma pressa diferente no ar. As mensagens substituíram os postais, e os abraços deram lugar a emojis. As compras fazem-se por clique, e os desejos partilham-se nas redes sociais. Ainda assim, por entre o ruído e a correria, há momentos que nos fazem parar: o cheiro do forno, o riso de uma criança, a lembrança de quem já partiu mas continua presente.

Porque, no fundo, o Natal é isso — uma ponte entre o que fomos e o que somos. E mesmo que os tempos mudem, há coisas que o tempo não apaga: o calor da família, a saudade da infância e o desejo sincero de que, por um instante, tudo volte a ter a magia dos Natais de antigamente.

Nota de autoria:

Os textos aqui partilhados são da autoria de Marciel, com apoio da inteligência artificial ChatGPT para auxiliar na redação, estruturação e revisão de conteúdo. Embora a IA contribua com sugestões e melhorias, todas as ideias, decisões finais e mensagens transmitidas são inteiramente humanas.

O Inverno: Uma Estrela Brilhando no Céu da Natureza

O inverno, estação marcada pela chegada do frio e pela beleza singular da natureza, nos convida a um momento de introspecção e contemplação. É a época em que as árvores, em seus trajes de ouro e vermelho, se despedem das folhas para renascerem com a primavera.

Um abraço gelado e aconchegante:

O inverno pinta o mundo com tons de branco, transformando paisagens em verdadeiras obras de arte. A neve, como um manto suave, cobre campos e cidades, criando um cenário mágico e convidativo para brincadeiras e momentos de paz. O ar gélido que envolve tudo à nossa volta nos convida a nos aquecer junto à lareira, saboreando uma xícara de chocolate quente e apreciando a companhia de nossos entes queridos.

A natureza em hibernação:

Durante o inverno, a natureza parece adormecer. Os animais buscam abrigo para se proteger do frio, enquanto as plantas entram em um período de repouso, aguardando a chegada dos dias mais quentes para florescerem novamente. Essa pausa é essencial para o equilíbrio dos ecossistemas, permitindo que a vida se renove a cada ciclo.

A magia do Natal:

O inverno também é sinônimo de Natal, uma época repleta de alegria, esperança e celebração. As luzes cintilantes, as decorações festivas e o espírito natalino transformam as cidades em verdadeiros paraísos, convidando a todos a celebrar o amor e a união.

Um convite à reflexão:

O inverno nos convida a desacelerar o ritmo e a apreciar as pequenas coisas da vida. É um momento para refletir sobre nossas conquistas, desafios e sonhos, buscando renovar as energias para um novo ciclo.

Em resumo:

O inverno é uma estação rica em beleza, magia e significado. É um convite para celebrar a vida, a natureza e a companhia das pessoas que amamos.

 

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Entre Amizade

Entre Amizade


Entre risos e segredos,

o teu nome virou abrigo,

e sem querer, entre os medos,

dei por mim a estar contigo.

Não foi amor de repente,

foi ternura que ficou,

um afecto tão presente

que, sem pedir, me conquistou.

Ouço-te e o mundo acalma,

olho-te e tudo faz sentido,

amizade que toca a alma

e tem perfume de amor contido.

Não sei onde o “nós” começa,

nem onde o “eu” termina,

só sei que a vida enriquece

quando a tua voz ilumina.

Guardei no peito um segredo,

feito chama em véu sereno,

com receio e com desejo,

com coragem e com veneno.

Nos teus olhos, às vezes, vejo

um reflexo do que sinto,

um talvez, um leve beijo,

um amor que é ainda instinto.

Quis falar, mas o silêncio

soube proteger melhor,

pois temia que um só gesto

pusesse fim ao que é maior.

Mas se um dia o tempo ousar

mostrar tudo o que escondi,

não direi que foi engano —

foi amor que vivi aqui.

E se o mundo nos afastar,

ou se a sorte for distância,

lembra: amar, no fim, é estar,

mesmo em forma de amizade.

Passaram dias, meses, anos,

como folhas que o vento leva,

mas o coração, sem enganos,

guardou-te em cada vereda.

Reencontrei-te por acaso,

ou talvez por destino traçado,

o mesmo riso, o mesmo abraço,

um silêncio apaixonado.

Falámos do tempo ido,

das voltas que a vida deu,

e nesse instante contido,

soube que o “nós” renasceu.

Não era mais só ternura,

nem apenas companhia,

era amor com a doçura

da amizade que o vestia.

Agora sei, sem temores,

que o amor e a amizade, enfim,

são dois nomes, duas cores,

do mesmo lume sem fim.


Nota de autoria:

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terça-feira, 28 de outubro de 2025

Reflexão sobre o uso das redes sociais pela juventude

As redes sociais fazem hoje parte do dia a dia de quase todos os jovens. É difícil imaginar uma rotina sem o Instagram, o TikTok ou o WhatsApp, pois são plataformas onde se partilham momentos, opiniões e estados de espírito. No entanto, por mais naturais que pareçam, estas redes têm um impacto muito profundo na forma como vivemos e nos relacionamos.

Por um lado, é verdade que as redes sociais aproximam as pessoas. Permitem comunicar de forma rápida, conhecer novas culturas e aceder facilmente a informação. Há quem as use para divulgar arte, música ou ideias inspiradoras, e isso é algo muito positivo. Tornaram-se também uma forma de dar voz aos jovens, permitindo que expressem as suas opiniões e encontrem comunidades com os mesmos interesses.

Mas nem tudo é assim tão simples. O lado negativo das redes sociais é cada vez mais evidente. Muitos jovens sentem-se pressionados a mostrar uma vida perfeita, cheia de viagens, amigos e sucesso, quando, na realidade, ninguém vive assim o tempo todo. Esta comparação constante pode gerar frustração e insegurança. Além disso, passamos tanto tempo “ligados” que, muitas vezes, nos esquecemos de estar presentes nas conversas reais, com as pessoas à nossa volta.

Por isso, penso que o mais importante é aprender a usar as redes sociais com equilíbrio. Não é preciso rejeitá-las, mas sim perceber que há um limite saudável entre o mundo digital e o mundo real. As redes podem ser úteis e divertidas, mas nunca devem substituir as experiências autênticas, as amizades verdadeiras e o tempo de qualidade longe dos ecrãs.

 Nota de autoria:

Os textos aqui partilhados são da autoria de Marciel, com apoio da inteligência artificial ChatGPT para auxiliar na redação, estruturação e revisão de conteúdo. Embora a IA contribua com sugestões e melhorias, todas as ideias, decisões finais e mensagens transmitidas são inteiramente humanas.

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Entre quedas e passos

Há dias em que acordo e o corpo pesa mais do que devia. Não é só o corpo — é tudo o que vem com ele: o esforço, a paciência e a vontade de continuar.

A cadeira está ali, sempre. Fiel, teimosa, silenciosa. Às vezes olho para ela e penso que é uma prisão. Outras vezes, vejo nela o ponto de partida da minha luta.

Andar de cadeira de rodas é viver entre o que posso e o que ainda não consigo. É aceitar o agora sem perder de vista o depois.

Todos os dias tento. Há dias em que o corpo falha, em que nada parece avançar. Mas há também dias em que consigo erguer-me, nem que seja por um instante. E nesse instante o mundo volta a ter cor.

A luta é dura, mas é minha. É feita de quedas, de força, de fé e de uma teimosia que não quebra.

Ainda não deixei a cadeira. Mas também não deixei de acreditar.

Um dia, sei que vou levantar-me. E quando o fizer, vou olhar para trás e perceber que cada queda foi um passo — um passo a caminho da liberdade.


Nota de autoria:

Os textos aqui partilhados são da autoria de Marciel, com apoio da inteligência artificial ChatGPT para auxiliar na redação, estruturação e revisão de conteúdo. Embora a IA contribua com sugestões e melhorias, todas as ideias, decisões finais e mensagens transmitidas são inteiramente humanas.

 



domingo, 19 de outubro de 2025

A Doce Melancolia da Tarde de Domingo

atmosfera única, quase palpável: é o exato ponto de viragem entre o repouso e o recomeço. É um tempo paradoxal, onde a calma dos últimos momentos de folga se mistura com a pressa silenciosa do futuro que se aproxima.

É o momento em que a intensidade do fim de semana começa a dissipar-se. Aquele cheiro a café tardio, o eco das gargalhadas de sábado e a promessa de descanso matinal dão lugar a uma tranquilidade reflexiva. A luz do sol, já mais baixa e com um tom alaranjado, entra pela janela e ilumina o pó que não foi limpo, as páginas do livro que ficaram por terminar e, mais importante, a nossa própria mente.

Esta é a hora do balanço não oficial. Onde a mente, quer queira quer não, começa a traçar a lista de tarefas da segunda-feira. Surge a melancolia leve – a famosa "síndrome do domingo" – uma vaga tristeza pela inevitabilidade do fim. Olhamos para o relógio e sentimos o tempo a correr mais depressa, como areia entre os dedos, porque cada minuto é um minuto a menos na nossa bolha de liberdade.

No entanto, a tarde de domingo é também um convite à gratidão. É o espaço que nos resta para absorver o descanso, para recarregar as energias, para um último abraço demorado ou um chá quente na varanda. É um lembrete de que, mesmo na antecipação do trabalho e das obrigações, existe sempre um pequeno santuário de pausa.

É um tempo que nos força a confrontar o fim e o início. Uma pausa que, se for bem aproveitada, nos permite respirar fundo e aceitar que o ciclo vai recomeçar.

Portanto, na tarde de domingo, permit 

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Trabalho e Emprego: Transformações, Desafios e Perspectivas no Mundo Contemporâneo

O trabalho sempre ocupou um papel central na vida humana, constituindo-se não apenas como meio de subsistência, mas também como elemento essencial de identidade, pertencimento e realização pessoal. Ao longo da história, o conceito de trabalho e a forma como ele se organiza sofreram profundas transformações, acompanhando o desenvolvimento das sociedades, das tecnologias e das relações econômicas. Já o emprego, entendido como a inserção formal do trabalhador no mercado de trabalho, representa uma das principais formas de materialização do trabalho na modernidade, associando-se à segurança financeira, aos direitos trabalhistas e à estabilidade social. No entanto, nas últimas décadas, as mudanças estruturais no sistema produtivo, impulsionadas pela globalização e pela revolução tecnológica, têm desafiado as fronteiras entre trabalho e emprego, criando novas dinâmicas, oportunidades e também desigualdades.

Este texto busca discutir a relação entre trabalho e emprego, abordando suas transformações históricas, as implicações sociais e econômicas dessas mudanças e os desafios que emergem no contexto contemporâneo. Para isso, analisam-se as origens e funções do trabalho na sociedade, as transformações decorrentes da industrialização e da globalização, e as novas formas de ocupação que surgem com a digitalização da economia, apontando também possíveis caminhos para um futuro mais justo e equilibrado no mundo do trabalho.

 

1. O significado e a importância do trabalho na vida humana

Desde os tempos mais remotos, o trabalho tem sido uma atividade essencial para a sobrevivência e o desenvolvimento das civilizações. Nas sociedades primitivas, o trabalho estava diretamente ligado à natureza e à busca por recursos básicos, como alimento e abrigo. Com o passar dos séculos, especialmente após o surgimento da agricultura e da divisão social do trabalho, ele passou a adquirir dimensões simbólicas e culturais mais amplas.

Na Antiguidade, o trabalho manual era frequentemente desvalorizado, sendo associado à escravidão e à condição de servidão. Os filósofos gregos, por exemplo, distinguiam o “ócio” (scholé), voltado à contemplação e à vida intelectual, do trabalho físico, visto como uma atividade inferior. Essa visão, entretanto, começou a se transformar com o avanço do cristianismo, que passou a valorizar o trabalho como forma de dignificação e cumprimento de um dever moral.

Durante a Idade Moderna, especialmente com o advento do capitalismo e da ética protestante, conforme analisado por Max Weber, o trabalho assumiu uma dimensão central na vida social, sendo visto como sinal de virtude e prosperidade. Essa valorização consolidou a ideia de que o trabalho é não apenas um meio de sobrevivência, mas também um caminho para o progresso individual e coletivo.

Assim, o trabalho pode ser compreendido em duas dimensões: a econômica, ligada à produção de bens e serviços, e a sociológica, que se relaciona à identidade, à autoestima e ao papel do indivíduo na sociedade. Trabalhar é participar da construção social, é sentir-se útil e integrado a uma coletividade.

 

2. A consolidação do emprego e a sociedade industrial

O conceito de “emprego” surge com mais força a partir da Revolução Industrial, entre os séculos XVIII e XIX, quando o trabalho artesanal e doméstico foi progressivamente substituído pelo trabalho assalariado nas fábricas. O emprego, nesse contexto, passou a ser caracterizado por uma relação formal e contratual entre empregador e empregado, mediada pelo salário. Essa nova forma de organização do trabalho gerou profundas transformações sociais, econômicas e culturais.

O trabalhador, antes independente ou vinculado a pequenas produções familiares, passou a vender sua força de trabalho em troca de remuneração. Essa dinâmica consolidou o sistema capitalista, no qual o emprego tornou-se o principal meio de acesso à renda e de inserção social. Ao longo do século XX, especialmente após as lutas operárias e a consolidação dos direitos trabalhistas, o emprego formal passou a ser sinônimo de segurança, estabilidade e cidadania.

No entanto, essa forma de organização do trabalho sempre conviveu com desigualdades. A concentração de capital, a exploração da mão de obra e as condições precárias em muitos setores revelaram que o emprego formal não garantia necessariamente justiça social. Ainda assim, ele representava um marco civilizatório, pois instituía direitos e deveres, contribuindo para a construção de Estados de bem-estar social em várias partes do mundo.

 

3. As transformações contemporâneas: globalização, tecnologia e precarização

A partir da segunda metade do século XX, o mundo do trabalho passou por transformações profundas impulsionadas por dois fenômenos principais: a globalização econômica e a revolução tecnológica. A globalização intensificou a interconexão entre os mercados, permitindo que empresas multinacionais expandissem sua produção e reduzissem custos por meio da terceirização e da deslocalização de fábricas. Ao mesmo tempo, a tecnologia da informação, a automação e a inteligência artificial redefiniram as formas de produção e o perfil das profissões.

Essas mudanças trouxeram ganhos de produtividade, mas também geraram precarização e instabilidade. O emprego formal, com carteira assinada e direitos garantidos, passou a ceder espaço para formas mais flexíveis de contratação, como o trabalho temporário, terceirizado e autônomo. Surge, então, o fenômeno da “uberização” da economia, em que trabalhadores prestam serviços por meio de plataformas digitais sem vínculos trabalhistas tradicionais.

Essa nova configuração gera debates sobre o significado contemporâneo do trabalho. De um lado, há maior autonomia e liberdade para alguns profissionais; de outro, cresce a insegurança e a falta de garantias básicas, como férias, previdência e seguro-desemprego. A ideia de emprego estável e vitalício, típica do século XX, torna-se cada vez mais rara, e o trabalho passa a ser mediado por algoritmos e aplicativos, em um cenário de competitividade global e intensa desregulamentação.

 

4. O futuro do trabalho e as novas formas de ocupação

Diante dessas transformações, é inevitável refletir sobre o futuro do trabalho e do emprego. A digitalização e a automação prometem eliminar milhões de postos de trabalho em setores tradicionais, mas também criar novas oportunidades em áreas como tecnologia, inovação, sustentabilidade e economia criativa. O desafio central consiste em adaptar a educação, as políticas públicas e as legislações trabalhistas a esse novo cenário.

O trabalho remoto, popularizado após a pandemia de COVID-19, tornou-se uma alternativa viável e desejável para muitas profissões, trazendo ganhos de flexibilidade e qualidade de vida. Ao mesmo tempo, ele levanta questões sobre isolamento, excesso de horas trabalhadas e a dificuldade de separar vida pessoal e profissional.

Outra tendência é o crescimento da economia colaborativa e do empreendedorismo digital, em que indivíduos buscam novas formas de renda por meio de plataformas online. Essa mudança exige uma reconfiguração do papel do Estado e das empresas na garantia de direitos e proteção social. É necessário repensar o conceito de trabalho digno em uma economia cada vez mais desmaterializada, em que a produtividade e o sucesso dependem do conhecimento, da criatividade e da capacidade de adaptação.

Além disso, a transição para uma economia verde e sustentável deve gerar novas demandas profissionais, voltadas à preservação ambiental e ao desenvolvimento tecnológico responsável. Assim, o futuro do trabalho não deve ser encarado apenas como um desafio, mas também como uma oportunidade de construir relações laborais mais humanas, equilibradas e inclusivas.

 

Conclusão

O trabalho e o emprego são conceitos interligados, mas não sinônimos. Enquanto o trabalho representa a atividade humana produtiva em sentido amplo — uma necessidade existencial e social —, o emprego constitui uma forma específica e historicamente situada de organização dessa atividade dentro do sistema capitalista. As transformações recentes, impulsionadas pela tecnologia e pela globalização, têm abalado as bases desse modelo, gerando incertezas, mas também novas possibilidades.

O grande desafio contemporâneo é conciliar eficiência econômica com justiça social, garantindo que o avanço tecnológico e a flexibilidade do mercado não resultem em exclusão e desigualdade. Cabe aos governos, às empresas e à sociedade civil buscar formas inovadoras de regulação, educação e inclusão, de modo a assegurar que o trabalho continue sendo fonte de dignidade e não de exploração.

Em última instância, o futuro do trabalho dependerá da capacidade humana de equilibrar progresso e solidariedade. O emprego formal pode se transformar, mas o valor do trabalho — como expressão da criatividade, do esforço e da contribuição para o bem comum — permanece essencial para a construção de uma sociedade justa, democrática e sustentável.


 Nota de autoria:

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segunda-feira, 29 de setembro de 2025

A saúde em Portugal,

Em Portugal, o Estado tem permitido que muitas clínicas privadas prosperem com base no financiamento público, criando uma dependência que levanta sérias dúvidas sobre a equidade e a boa gestão dos recursos nacionais. O Serviço Nacional de Saúde (SNS), que deveria ser o pilar central do acesso universal à saúde, vê-se frequentemente enfraquecido por falta de investimento, enquanto parte significativa do orçamento público é canalizada para o setor privado através de convenções, parcerias e acordos de prestação de serviços.

Na prática, isto significa que clínicas e hospitais privados conseguem viver, em grande medida, à custa do erário público. O Estado paga-lhes consultas, exames, cirurgias e internamentos que o SNS, por incapacidade ou desorganização, não consegue assegurar em tempo útil. Em vez de reforçar os meios humanos e materiais do setor público, acaba por financiar a concorrência, permitindo ao privado crescer sem grandes riscos, pois tem garantido um fluxo constante de dinheiro vindo diretamente do orçamento do Estado.

Esta realidade cria uma sensação de descontrolo — como se o sistema funcionasse “sem rei nem roque”. A saúde transforma-se num negócio altamente lucrativo para alguns, enquanto os cidadãos continuam a enfrentar listas de espera intermináveis, falta de médicos de família e hospitais públicos sobrecarregados.

Assim, a grande questão que se coloca é: estará o Estado português a servir o interesse público ou a sustentar, com os impostos de todos, o lucro privado?


Nota de autoria:

Os textos aqui partilhados são da autoria de Marciel, com apoio da inteligência artificial ChatGPT para auxiliar na redação, estruturação e revisão de conteúdo. Embora a IA contribua com sugestões e melhorias, todas as ideias, decisões finais e mensagens transmitidas são inteiramente humanas. 

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Ser independente num partido político é assumir uma posição de participação ativa na vida

Ser independente num partido político é assumir uma posição de participação ativa na vida partidária sem, contudo, estar preso a uma lógica de obediência cega ou de fidelidade absoluta à estrutura do partido. Um independente pode integrar listas eleitorais, colaborar em iniciativas ou desempenhar funções políticas em articulação com uma força partidária, mas mantém a liberdade de pensamento e de decisão como marca essencial da sua atuação.
Na prática, isto significa que um independente não está vinculado a uma militância formal ou às regras internas de disciplina partidária. A sua presença procura enriquecer o debate político, trazendo perspetivas próprias, mais ligadas ao sentido de serviço público ou a causas específicas, do que a estratégias de poder ou a agendas partidárias.
Contudo, ser independente dentro de um partido pode também levantar desafios. Há sempre a tensão entre a autonomia pessoal e a necessidade de alinhamento com o programa e as posições oficiais da força política que apoia. O equilíbrio entre coerência individual e coesão coletiva torna-se, assim, uma arte delicada, exigindo transparência, firmeza e, muitas vezes, capacidade de diálogo.
No contexto democrático, a figura do independente desempenha um papel relevante: abre espaço para vozes menos condicionadas, ajuda a aproximar os partidos da sociedade civil e reforça a perceção de pluralidade e de abertura. No fundo, ser independente num partido político é estar dentro sem deixar de ser de fora — colaborar, mas não abdicar da liberdade crítica que sustenta a própria essência da cidadania.

Nota de autoria:
Os textos aqui partilhados são da autoria de Marciel, com apoio da inteligência artificial ChatGPT para auxiliar na redação, estruturação e revisão de conteúdo. Embora a IA contribua com sugestões e melhorias, todas as ideias, decisões finais e mensagens transmitidas são inteiramente humanas.

terça-feira, 2 de setembro de 2025

duro e direto, sem floreados nem ironias — uma crítica frontal à incompetência no trabalho:

A incompetência no local de trabalho é um dos maiores entraves ao sucesso de qualquer equipa. Não se trata apenas de falhar uma vez ou de precisar de apoio pontual — isso é natural. O problema são aqueles que repetidamente demonstram falta de responsabilidade, incapacidade de cumprir tarefas básicas e ausência de vontade em melhorar.

Estes colaboradores não só prejudicam a sua própria produtividade, como arrastam toda a equipa para baixo. Criam erros que outros têm de corrigir, atrasam projetos, geram frustração e consomem recursos que poderiam ser aplicados em quem realmente entrega resultados. No fundo, tornam-se um fardo.

Tolerar incompetência é um erro grave. Mantê-la ativa dentro de uma organização significa desvalorizar o esforço dos que trabalham bem, premiar a mediocridade e comprometer a qualidade do que é entregue ao cliente. Uma empresa que fecha os olhos a este problema perde competitividade e corre o risco de afastar os melhores profissionais.

Não há volta a dar: quando a incompetência é persistente e não existe esforço genuíno para melhorar, a única atitude responsável é agir. Formar, orientar e dar oportunidades faz parte da liderança. Mas aceitar a inércia e deixar que a ineficiência se arraste é condenar toda a equipa à estagnação.

  


Nota de autoria:

Os textos aqui partilhados são da autoria de Marciel, com apoio da inteligência artificial ChatGPT para auxiliar na redação, estruturação e revisão de conteúdo. Embora a IA contribua com sugestões e melhorias, todas as ideias, decisões finais e mensagens transmitidas são inteiramente humanas.

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Ter tudo e não ter nada

A ideia de “ter tudo” parece, à primeira vista, ser o objetivo natural da vida humana: alcançar segurança, acumular bens, conquistar prestígio e rodear-se de conforto. Contudo, se olharmos mais de perto, percebemos que esse “tudo” é muitas vezes uma ilusão, porque se baseia em critérios externos e mutáveis, definidos pela sociedade e não pela essência do indivíduo.

Ter tudo pode significar não ter nada quando a abundância material não encontra correspondência na satisfação interior. Quantos não alcançam os seus objetivos e, ainda assim, permanecem inquietos, como se estivessem sempre em falta? O vazio não nasce da ausência de coisas, mas da incapacidade de lhes atribuir sentido.

De igual modo, a ausência de posses ou de reconhecimento não é necessariamente sinónimo de carência. Pode até revelar-se uma forma de plenitude. Quem pouco tem, mas sabe valorizar o essencial — o afeto, o tempo, a liberdade — pode encontrar uma riqueza que escapa a quem vive aprisionado na busca incessante pelo mais.

Assim, “ter tudo” e “não ter nada” não são realidades opostas, mas estados que se podem sobrepor. O verdadeiro critério não reside na quantidade de coisas possuídas, mas na relação que estabelecemos com elas. No limite, possuir não é deter, mas compreender; e a maior pobreza não é a falta de bens, mas a incapacidade de reconhecer o que já se tem. 


Nota de autoria:

Os textos aqui partilhados são da autoria de Marciel, com apoio da inteligência artificial ChatGPT para auxiliar na redação, estruturação e revisão de conteúdo. Embora a IA contribua com sugestões e melhorias, todas as ideias, decisões finais e mensagens transmitidas são inteiramente humanas.


sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Poema.

Solidão, tua sombra me acompanha,

Um silêncio que ecoa na minha alma,

Sem voz, sem rosto, sem calor,

Deixo que o tempo me consuma.

Noite adentro, as estrelas brilham,

Mas não iluminam meu caminho,

A escuridão me envolve,

E eu me perco no meu próprio labirinto.

Mas nessa quietude, encontro paz,

Um momento para me ouvir,

E descobrir quem sou,

Sem a distração do mundo.

A solidão não é um fim,

Mas um começo, um novo olhar,

Um convite para me conhecer,

E encontrar meu próprio refúgio. 

sábado, 16 de agosto de 2025

Os incêndios florestais são um dos maiores flagelos que Portugal enfrenta todos os verões.

Os incêndios florestais são um dos maiores flagelos que Portugal enfrenta todos os verões. Para além das causas naturais, como o calor extremo, a baixa humidade e o vento forte, uma parte significativa destes fogos tem origem humana, seja por negligência ou por ação criminosa. É neste último caso que entram em cena os incendiários — indivíduos responsáveis por atear fogo de forma deliberada.

Mas quem são, afinal, estas pessoas?

Estudos e relatórios oficiais indicam que não existe um único perfil de incendiário. Muitos não têm antecedentes criminais e vivem em pequenas comunidades rurais, onde os fogos são frequentes. Há, contudo, alguns traços comuns identificados:

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Problemas de saúde mental: alguns incendiários sofrem de perturbações psicológicas ou psiquiátricas, como depressão, esquizofrenia ou perturbações de personalidade. Em certos casos, o ato de atear fogo surge como uma forma de aliviar frustrações ou lidar com sentimentos de impotência.

• 

Isolamento social: muitos vivem sozinhos, têm dificuldades em integrar-se na comunidade ou em manter relações estáveis, o que pode favorecer comportamentos de risco.

• 

Motivações económicas ou de vingança: há casos em que os fogos são provocados para beneficiar economicamente (por exemplo, limpeza de terrenos, seguros ou até para criar condições favoráveis a determinadas atividades ilegais). Outros são motivados por conflitos pessoais ou ressentimentos.

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Fascínio pelo fogo: em situações mais raras, encontra-se a chamada piromania, uma perturbação em que a pessoa sente prazer e excitação ao ver as chamas, sem uma motivação prática por trás.

Apesar disso, é importante sublinhar que nem todos os incêndios resultam de atos intencionais. Muitos acontecem por descuido — queimadas mal controladas, uso de maquinaria em dias de risco elevado ou até beatas de cigarro atiradas para o chão. A linha entre negligência e dolo, por vezes, é ténue.

O combate aos incêndios não passa apenas por reforçar os meios de vigilância e repressão, mas também por compreender quem são estas pessoas, prevenir comportamentos de risco e investir na sensibilização das comunidades. Mais do que prender incendiários, importa criar condições para que não surjam novas motivações que alimentem este ciclo destrutivo.

  

terça-feira, 12 de agosto de 2025

pessoa humilde e pessoa rica

Na pequena esplanada da praça, sentaram-se frente a frente duas realidades diferentes.

António, com as mãos marcadas por anos de trabalho na terra, mexia lentamente no café, como quem saboreia não só a bebida, mas também o raro momento de descanso. À sua frente, Beatriz, com um relógio de ouro a brilhar no pulso e um telemóvel de última geração pousado na mesa, falava de investimentos e viagens como quem descreve o quotidiano.

— Sabe, António — disse ela, sorrindo —, às vezes acho que ter muito não significa ter tudo.

Ele, com um olhar tranquilo, respondeu:

— Pois… e eu aprendi que ter pouco não significa ter menos vida.

Beatriz ficou em silêncio por um instante, surpreendida com a serenidade das palavras. O vento leve trouxe o cheiro a pão quente da padaria próxima, e ambos, ricos e humildes, partilharam aquele momento simples que não se compra com dinheiro. 


Nota de autoria:

Os textos aqui partilhados são da autoria de Marciel, com apoio da inteligência artificial ChatGPT para auxiliar na redação, estruturação e revisão de conteúdo. Embora a IA contribua com sugestões e melhorias, todas as ideias, decisões finais e mensagens transmitidas são inteiramente humanas.

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

carta escrita para um terapeuta, com um tom íntimo, sincero e emocional — uma tentativa de pôr em palavras aquilo que nem sempre é fácil dizer frente a frente:

Escrevo-lhe porque há coisas que, por mais que tente, ainda não consigo dizer em voz alta. Ficam presas na garganta, escondidas atrás de um sorriso ou de um “está tudo bem” automático. Mas a verdade é que não está tudo bem — e talvez escrever seja a única forma que tenho, neste momento, de ser completamente honesto.

Desde que fiquei nesta cadeira de rodas, tenho tentado adaptar-me, seguir em frente, mostrar força. Mas há dias em que me sinto profundamente cansado. Não apenas fisicamente, mas emocionalmente… espiritualmente, talvez. É como se houvesse um peso invisível que carrego comigo para todo o lado — e não me refiro ao peso da cadeira.

Perdi coisas que, para quem anda, parecem insignificantes. Levantar-me da cama e caminhar até à janela. Subir um passeio sem pensar. Sentar-me no chão e levantar-me sem ajuda. Essas pequenas liberdades, que eram minhas e que agora não são. E com elas, perdi também um pedaço de mim. Não sei bem quem sou agora — e isso assusta-me.

Sinto-me constantemente observado. Julgado, às vezes. Como se esta cadeira dissesse tudo sobre mim, antes sequer de eu abrir a boca. E isso isola-me. Há dias em que evito sair, não por falta de vontade, mas por medo. Medo de precisar de ajuda. Medo de não caber no mundo como sou agora.

Tenho vergonha de sentir esta tristeza. De sentir inveja de quem anda. De, por momentos, não querer mais lutar. Mas também sei que preciso de falar sobre isto — ou escrever, pelo menos — porque guardar tudo só me está a consumir por dentro.

Sei que o caminho é longo. E sei que a recuperação emocional não é feita de atalhos. Mas precisava que soubesse que, por trás de cada progresso que celebro na terapia, há também perdas que ainda estou a aprender a aceitar.

Obrigado por me ouvir, mesmo quando eu não consigo falar. Obrigado por me ajudar a reconstruir — devagar, ao meu ritmo — a pessoa que sou.

Com respeito e gratidão,

[assinatura do paciente] 

domingo, 3 de agosto de 2025

Desligar do Mundo, por um Instante

Há dias em que sinto que tudo à minha volta grita — o telemóvel vibra sem parar, as redes sociais não me largam, os prazos apertam, as conversas são rápidas, apressadas, e às vezes nem sei bem por onde ando. É nesses momentos que percebo: preciso desligar. Não fugir, mas desligar.

Desligar do mundo não é egoísmo, é sobrevivência. É parar por um bocadinho e dizer: "Agora é só comigo." Fechar os olhos, respirar fundo, ouvir o som do vento ou do silêncio — aquele silêncio que, no fundo, já não temos todos os dias. É um luxo, eu sei. Mas devia ser uma prioridade.

Por vezes basta sair para caminhar sem destino, deixar o telemóvel em casa e só levar o coração. Outras vezes é ficar quieto, com um livro, ou a olhar para o tecto, a deixar os pensamentos correrem sem pressa. Há uma paz em simplesmente estar, sem ter de responder, produzir ou mostrar.

Aprendi que, quando me dou esse tempo, volto mais inteiro. Volto com mais clareza, com mais calma, e até com mais paciência para os outros. Porque desligar do mundo, por um instante, é a única forma de voltar a ligar-me a mim.

E isso, hoje em dia, vale ouro. 


Nota de autoria:

Os textos aqui partilhados são da autoria de Marciel, com apoio da inteligência artificial ChatGPT para auxiliar na redação, estruturação e revisão de conteúdo. Embora a IA contribua com sugestões e melhorias, todas as ideias, decisões finais e mensagens transmitidas são inteiramente humanas.

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Atirei a toalha ao chão. Desisto.

Atirei a toalha ao chão. Desisto.

Não é força de expressão, não é drama — é só verdade. Estou cansado. De lutar sozinho, de bater com a cabeça nas mesmas paredes, de tentar ver luz onde já só há cinzento. Dei tudo o que tinha. Mais do que tinha, até. E mesmo assim, nada mudou.

Há muito que isto deixou de fazer sentido, mas fui ficando, por teimosia, por medo, por esperança. Mas agora... já não dá. Não consigo continuar a fingir que estou bem, que isto ainda vale a pena, que é só “uma fase”.

A verdade é que estou esgotado. Mentalmente, emocionalmente, fisicamente. Cheguei ao limite. E há uma parte de mim que grita por paz — não vitória, não reconhecimento, só paz.

Desistir dói. Parece falhanço. Mas, ao mesmo tempo, sabe a alívio. Porque finalmente estou a escolher-me a mim. Não estou a fugir — estou a parar antes que me perca por completo.

Por isso, sim. Atirei a toalha ao chão. Mas talvez, pela primeira vez, seja o começo de algo mais verdadeiro. 


Nota de autoria:

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quarta-feira, 30 de julho de 2025

## Tempo Quente: O Calor Que Nos Acompanha

O tempo quente é uma realidade familiar em muitas partes do mundo, especialmente durante os meses de verão. Caracterizado por temperaturas elevadas, muitas vezes acompanhadas de humidade, o calor intenso pode transformar a nossa rotina, exigindo adaptações e cuidados especiais.


Quando o termómetro sobe, o nosso corpo entra num processo de regulação para manter a temperatura interna estável. Suamos mais, a sede aumenta e a procura por sombras e locais frescos torna-se quase instintiva. Nestes dias, atividades ao ar livre podem tornar-se desafiadoras e até perigosas se não forem tomadas as devidas precauções. Beber bastante água, usar roupas leves e claras, e evitar a exposição solar nas horas de maior intensidade são conselhos que se repetem, mas que são cruciais para a nossa saúde e bem-estar.


No entanto, o tempo quente também traz consigo um lado mais leve e convidativo. É a estação dos mergulhos no mar ou na piscina, dos gelados, das esplanadas cheias ao fim da tarde e dos longos dias que parecem não ter fim. As paisagens ganham cores vibrantes, os campos amadurecem e a vida parece desacelerar para um ritmo mais descontraído. Festas populares, festivais de verão e jantares ao ar livre são rituais que florescem com a chegada do calor, proporcionando momentos de convívio e alegria.


O tempo quente tem um impacto significativo no ambiente. Aumenta o risco de incêndios rurais, pode levar à seca e afeta ecossistemas, desafiando a nossa resiliência e a capacidade de adaptação.


Em suma, o tempo quente é uma força poderosa da natureza que molda a paisagem e o nosso dia a dia. Desfrutá-lo com responsabilidade e respeito pelos seus desafios é a chave para aproveitar o melhor que esta estação tem para oferecer.

 

domingo, 20 de julho de 2025

Claro! Aqui está um texto em português de Portugal que compara um jovem atual com um jovem de há 30 anos:

A juventude sempre foi uma fase de descoberta, crescimento e mudança. No entanto, um jovem de hoje vive uma realidade bastante diferente da de um jovem de há 30 anos. Embora partilhem desafios comuns, como a busca pela identidade e a vontade de independência, o contexto social, tecnológico e cultural transformou profundamente o modo como a juventude é vivida.

Há 30 anos, nos anos 90, os jovens tinham uma vida mais analógica. O contacto social era feito cara a cara ou através de chamadas telefónicas fixas. O acesso à informação vinha de livros, jornais ou enciclopédias. O entretenimento era limitado à televisão, rádio, cassetes ou CDs, e os encontros com amigos eram planeados com antecedência. O tempo livre era passado muitas vezes na rua, em convívio direto, com menos supervisão parental.

Hoje, os jovens estão hiperconectados. Vivem num mundo digital, com acesso instantâneo à internet, redes sociais e informação global. Comunicarem-se através de mensagens, vídeos e chamadas é algo quase automático. As redes sociais influenciam a forma como se veem a si próprios e aos outros, criando novas pressões sociais. A tecnologia trouxe grandes vantagens, mas também novos desafios, como a dependência digital e a ansiedade associada à imagem e validação online.

No que toca ao futuro, os jovens de há 30 anos tinham, em geral, uma perspetiva mais estável: acabava-se o curso, arranjava-se trabalho e pensava-se numa casa e numa família. Hoje, muitos jovens enfrentam incertezas económicas, precariedade no trabalho e dificuldade em alcançar a independência. No entanto, também têm acesso a mais oportunidades globais, mobilidade e maior liberdade para escolher estilos de vida diferentes dos tradicionais.

Apesar das diferenças, uma coisa permanece constante: o desejo de construir um futuro melhor, de se afirmarem no mundo e de encontrarem o seu lugar. A juventude adapta-se, reinventa-se e continua a ser o motor de mudança da sociedade. 



Nota de autoria:

Os textos aqui partilhados são da autoria de Marciel, com apoio da inteligência artificial ChatGPT para auxiliar na redação, estruturação e revisão de conteúdo. Embora a IA contribua com sugestões e melhorias, todas as ideias, decisões finais e mensagens transmitidas são inteiramente humanas.

Entre a Amizade e Ser Amigo

A amizade é um dos pilares mais preciosos da vida. Vai muito além de simples companhias ou de partilhas ocasionais. É uma ligação profunda, construída com tempo, respeito e sinceridade. Ter amigos verdadeiros é ter um refúgio nos dias difíceis e uma presença leal nos momentos de alegria.

Ser amigo, por outro lado, é um compromisso que exige entrega e empatia. Não se trata apenas de estar presente nas festas ou nos bons momentos, mas sobretudo de saber escutar, apoiar sem julgamentos e aceitar o outro tal como é. Um verdadeiro amigo não é perfeito, mas é constante. É aquele que sabe quando o silêncio diz mais do que mil palavras e que permanece mesmo quando tudo o resto falha.

A amizade vive de gestos simples: uma mensagem inesperada, uma gargalhada partilhada, um ombro oferecido sem pedir nada em troca. E ser amigo é, também, saber dar espaço, compreender ausências e perdoar falhas. Porque a amizade verdadeira não se mede em tempo, mas em profundidade.

No fundo, entre a amizade e ser amigo existe uma ponte feita de lealdade, confiança e amor. E quem tem a sorte de atravessar essa ponte, sabe que nunca está verdadeiramente só. 


Nota de autoria:

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sexta-feira, 18 de julho de 2025

O Pobre e o Rico

Vivemos numa sociedade onde a linha que separa o pobre do rico é mais do que económica — é social, cultural e até moral. São dois mundos que coexistem lado a lado, mas raramente se cruzam verdadeiramente. O pobre sobrevive; o rico escolhe como viver.

O pobre conhece o valor de cada cêntimo, de cada refeição posta na mesa, de cada noite passada em segurança. Cresce muitas vezes com a ideia de que só com esforço extremo poderá mudar o seu destino, embora o sistema nem sempre o permita. Trabalha longas horas, muitas vezes em condições precárias, e mesmo assim ouve que “se quiser, consegue”. Mas querer, muitas vezes, não basta quando o ponto de partida já é uma corrida a perder.

O rico, por outro lado, nasce num mundo de escolhas — escolhe a escola, escolhe o bairro, escolhe o futuro. Tem redes de apoio, acesso à saúde, educação de qualidade e oportunidades que para muitos são apenas sonhos distantes. Nem sempre tem culpa da desigualdade que o beneficia, mas muitas vezes escolhe ignorá-la.

A sociedade tende a romantizar a pobreza com discursos de superação, enquanto a riqueza é vista como sinónimo de mérito. No entanto, é necessário encarar a verdade: muitos pobres não são pobres por falta de esforço, e muitos ricos não são ricos apenas por mérito. A estrutura social favorece quem já tem, e fecha portas a quem menos possui.

Mas esta não tem de ser uma história sem solução. Quando o rico desce do pedestal e escuta o pobre com humildade, e quando o pobre é ouvido com respeito, cria-se espaço para justiça, para equilíbrio. O futuro só será realmente promissor quando não depender do bairro onde se nasce, mas sim das escolhas que se fazem.

Porque uma sociedade justa não é aquela onde todos se tornam ricos, mas aquela onde ninguém precisa ser pobre para que outros possam ser ricos.


 Nota de autoria:

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quinta-feira, 17 de julho de 2025

A Falta de Paciência

Vivemos numa era marcada pela velocidade, pela resposta imediata, pela gratificação instantânea. Nesta realidade acelerada, a paciência parece ter-se tornado uma virtude em extinção. A falta de paciência, cada vez mais visível no nosso quotidiano, manifesta-se nas pequenas e grandes coisas — desde a impaciência no trânsito até à intolerância perante processos mais demorados como aprender uma nova habilidade ou esperar por resultados.

A verdade é que a impaciência raramente nos traz benefícios. Pelo contrário, conduz frequentemente ao stress, à frustração e a decisões precipitadas. Quando queremos tudo “para ontem”, esquecemo-nos de que muitas das coisas mais valiosas da vida — como relacionamentos sólidos, crescimento pessoal ou sucesso profissional — exigem tempo, esforço e perseverança.

A falta de paciência também afecta as nossas relações interpessoais. Quantas vezes deixamos de ouvir com atenção, interrompemos o outro ou reagimos de forma exagerada simplesmente porque não conseguimos tolerar o desconforto da espera ou da dúvida? Esta tendência para a reacção rápida, em vez da reflexão, fragiliza os laços humanos e dificulta a empatia.

Recuperar a paciência é um desafio, mas é também uma necessidade. Exige treino, autoconsciência e, muitas vezes, uma mudança de perspetiva. Aceitar que nem tudo está sob o nosso controlo e que o tempo tem um papel essencial nos processos naturais da vida pode ser o primeiro passo para cultivar uma atitude mais serena e ponderada.

Num mundo que nos empurra constantemente para a pressa, a paciência torna-se um acto de resistência — e, acima de tudo, um sinal de maturidade.


Nota de autoria:

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sexta-feira, 11 de julho de 2025

O jogo do bem e do mal

Na vida, o bem e o mal caminham lado a lado, como duas forças que nunca se afastam, mas que se enfrentam numa dança eterna. O bem surge nas pequenas atitudes de gentileza, no sorriso espontâneo, na mão estendida para quem precisa. É a luz que brilha nas horas difíceis, que aquece corações e inspira esperança.
Por outro lado, o mal esconde-se nas sombras da inveja, da mentira, do egoísmo. Surge quando deixamos o medo e a raiva dominarem, quando escolhemos o caminho mais fácil que fere o outro. O mal pode destruir, confundir e criar muros onde deveriam existir pontes.
Mas o que torna esta luta tão complexa é que, muitas vezes, o bem e o mal habitam dentro de nós — batalhando pelo controlo das nossas escolhas. É nesta batalha interna que descobrimos quem realmente somos, porque cada gesto, cada palavra, pode fazer o mundo pender para um lado ou para o outro.
No fim, o equilíbrio entre o bem e o mal não está em eliminá-los, mas em entender ambos e escolher, dia após dia, qual deles queremos alimentar dentro de nós.

quinta-feira, 26 de junho de 2025

A realidade por traz dos vestidores da fisioterapia.

Texto: "A Realidade por Trás dos Bastidores da Fisioterapia"

Na fisioterapia, tal como noutras áreas da saúde, existe uma aparência de cuidado e empatia que, muitas vezes, esconde um cenário duro e competitivo. A expressão “a discriminação serve-se fria” descreve bem um ambiente onde, mesmo entre colegas, reina a desconfiança e a selecção subtil. A tão falada meritocracia é frequentemente distorcida por favores, recomendações e julgamentos silenciosos. Quem não se enquadra, é deixado de parte com frieza e indiferença.

No dia-a-dia das clínicas, o lema parece ser: “salve-se quem puder”. Estágios mal organizados, excesso de trabalho, falta de reconhecimento e supervisões pouco presentes são mais comuns do que seria aceitável. A sensação de abandono é real, e muitos acabam por sofrer em silêncio, tentando sobreviver num espaço onde deviam estar a aprender e a evoluir.

E, por fim, “sorte têm aqueles que escovam os fisioterapeutas” — uma crítica directa ao oportunismo mascarado de simpatia. Fazer graxa transforma-se numa estratégia de ascensão. Quem bajula, avança. Quem trabalha com honestidade e esforço, muitas vezes, passa despercebido. Isto não é apenas frustrante — é profundamente injusto. Uma profissão que devia assentar em princípios de ética, empatia e competência, por vezes curva-se perante jogos de influência e relações de conveniência.

Fica o desabafo, mas também o apelo: que a fisioterapia se olhe ao espelho e reconheça onde dói — para que possa, talvez, começar a tratar-se por dentro. Porque cuidar dos outros começa com o respeito entre os próprios profissionais. 


Nota de autoria:

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domingo, 15 de junho de 2025

E tudo a politíca levou.

Antes havia pouco, mas havia. Havia campo, havia gente, havia vida. Não era perfeito, mas era nosso. Trabalhava-se duro, com as mãos, com o corpo, com a alma. As casas tinham telhas gastas e paredes a precisar de cal, mas dentro delas vivia-se com dignidade.

Depois veio a política. A maldita política. Vieram com gravatas, discursos bonitos e promessas fáceis. Prometeram desenvolvimento, modernização, progresso. Fizeram reuniões, cortaram fitas, tiraram fotografias. E depois começaram a tirar o que realmente importava.

Fecharam escolas porque “não compensa”. Fecharam centros de saúde porque “não é viável”. Levaram os autocarros, os correios, o banco. Levaram tudo o que fazia uma terra ser uma comunidade.

As fábricas fecharam. Os campos deixaram-se ao abandono. Os jovens foram embora porque aqui já não havia nada. Nem trabalho, nem esperança. E os velhos? Ficaram a ver tudo a desaparecer, dia após dia, como quem assiste a um enterro lento da própria terra.

A política levou tudo.

Levou o pão e o respeito.

Levou o futuro.

Levou a vontade.

E depois dizem-nos para sermos pacientes. Para votarmos com consciência. Para termos esperança. Esperança em quê? Nos mesmos que prometeram e não voltaram? Nos mesmos que só aparecem de quatro em quatro anos para pedir o voto e depois desaparecem como ladrões na noite?

Não, chega.

Porque isto não foi azar.

Foi roubo planeado. Foi abandono mascarado de estratégia.

Foi desprezo puro.

E a verdade é esta: foi tudo a política que levou. E se nada mudar, ainda há-de levar o resto. 


Nota de autoria:

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terça-feira, 10 de junho de 2025

10 de Junho

Camões, as Comunidades Portuguesas e o Dia de Portugal – 10 de Junho

O dia 10 de Junho é uma data de profundo significado para todos os portugueses, dentro e fora do território nacional. Celebra-se o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, homenageando a figura maior da literatura portuguesa, Luís Vaz de Camões, e afirmando o orgulho na identidade nacional e na presença portuguesa pelo mundo.

Luís de Camões, considerado o maior poeta da língua portuguesa, é autor de Os Lusíadas, uma epopeia que exalta os feitos dos navegadores portugueses e a grandiosidade do espírito nacional. Camões simboliza a herança cultural de Portugal, a riqueza da língua e a força de uma nação que, apesar da sua dimensão geográfica, teve e continua a ter um impacto global.

A escolha do 10 de Junho para esta celebração deve-se ao facto de se considerar que foi nesta data, em 1580, que Camões faleceu. Com o tempo, o dia transformou-se numa ocasião para comemorar Portugal como um todo — a sua história, a sua cultura, os seus valores e, sobretudo, os seus cidadãos, incluindo os milhões de portugueses e luso-descendentes espalhados pelos cinco continentes.

As comunidades portuguesas no estrangeiro desempenham um papel essencial na afirmação da portugalidade no mundo. Mantêm vivas as tradições, a língua e os laços com a pátria, sendo pontes entre culturas e embaixadores do que é ser português. Neste dia, os eventos organizados por estas comunidades ajudam a reforçar o sentimento de pertença e o orgulho na identidade portuguesa.

O 10 de Junho é, assim, mais do que uma efeméride: é um momento de união, reflexão e celebração. É o dia em que Portugal se reconhece na sua diversidade, honra o seu passado e olha com esperança para o futuro — dentro e além das suas fronteiras.



Nota de autoria:

Os textos aqui partilhados são da autoria de Marciel, com apoio da inteligência artificial ChatGPT para auxiliar na redação, estruturação e revisão de conteúdo. Embora a IA contribua com sugestões e melhorias, todas as ideias, decisões finais e mensagens transmitidas são inteiramente humanas. 

segunda-feira, 2 de junho de 2025

Amizades falsas.

Amizades falsas: quando custa, mas também ensina

Vou ser direto: amizades falsas são das piores coisas que podemos levar na vida. Já deves ter sentido aquela coisa que nos queima por dentro quando dás tudo por alguém e essa pessoa desaparece quando mais precisas. Ou quando sentes que te estão a usar como um cartão de crédito, só aparecem quando precisam e depois somem sem dar satisfação.

O pior disto é a confusão que fica na cabeça. Porque, afinal, achavas que era amigo, que tinhas alguém ao lado, e afinal és só mais um figurante na vida dessa pessoa. Isso não só fere, como deixa uma marca que demora a sarar. E deixa-nos a questionar se vale a pena confiar de novo.

Mas, sabes que mais? Isso também serve para abrir os olhos. Quando passas por isso, começas a perceber quem realmente está contigo — não só nas festas, nas piadas ou quando está tudo bem, mas quando a vida aperta e tu precisas mesmo de alguém. Aprende-se a guardar a energia para quem merece, a deixar de lado quem só drena sem dar nada em troca.

Não é fácil, eu sei. Por vezes, sentes vontade de desistir de tudo, de fechar a porta a toda a gente. Mas a verdade é que há gente boa por aí, gente verdadeira, que vai estar contigo nos piores momentos e vai festejar contigo as conquistas, por mais pequenas que sejam.

A amizade verdadeira não é perfeita — às vezes chateia, às vezes magoa, mas nunca deixa de estar lá. Já as falsas? Essas só servem para nos puxar para baixo e para nos fazer duvidar de nós próprios.

Então, se já passaste por isso, não deixes que te quebre. Aprende com o que aconteceu, fica mais esperto e faz espaço para as pessoas que valem mesmo a pena. Não te preocupes em ter muitos amigos — tem poucos, mas bons, que é o que realmente importa.

No final das contas, tu mereces isso. Mereces amizades que acrescentem, que te elevem, e não que te puxem para baixo. 

sexta-feira, 30 de maio de 2025

O galo que queria ir a lua

O Galo que Queria Ir à Lua

Num monte escondido entre as nuvens, vivia um galo chamado Zeca. Mas o Zeca não era um galo qualquer. Em vez de cantar ao nascer do sol, ele sonhava vê-lo de cima — bem lá em cima, na Lua. Todos os dias, empoleirado no telhado do galinheiro, olhava para o céu com um capacete de mota na cabeça e dizia:

"Um dia, vou pôr as patas na cratera lunar e cantar o 'cocorocó' mais épico da galáxia!"

O Zeca sabia que não podia ir sozinho — precisava de um parceiro de aventura. Foi então que encontrou a Coruja Lúcia, a única ave que sabia pilotar um foguetão — e ela tinha exatamente dois lugares no seu foguetão prateado.

“Só podemos ir dois,” disse a Lúcia, “tu e eu, Zeca. Dois corajosos para conquistar a Lua.”

Antes da partida, o Zeca percebeu que só podia levar um objecto especial para a Lua — algo que representasse a sua coragem e o seu sonho. Depois de muito pensar, escolheu o seu velho e fiel capacete de mota, aquele que sempre usava para imaginar grandes viagens.

“Este capacete é o meu amuleto,” disse ele. “Com ele, nem a Lua será impossível.”

No momento da descolagem, o Zeca percebeu que, apesar de serem dois no foguetão, apenas um podia ser o piloto. A Lúcia olhou para ele e disse com um sorriso confiante:

“Zeca, este é o teu sonho. Hoje, tu vais ser o piloto. Eu vou ser a copiloto e a tua navegadora.”

E assim, com um único galo no comando, o foguetão começou a rugir, pronto para a maior aventura da vida deles.

Enquanto o foguetão subia, o Zeca sentiu o coração disparar. Era a primeira vez que pilotava algo tão grande, tão rápido e tão importante. Naquele momento, tudo dependia dele — um galo, um sonho e uma missão. Ele fechou os olhos por um segundo, respirou fundo e disse:

“É só o começo. Um passo de cada vez, e vou cantar para a Lua inteira ouvir.”

O foguetão rasgou o céu, deixando para trás as nuvens e o monte onde o Zeca e a Lúcia cresceram. Lá em cima, o espaço era um vasto silêncio, pontilhado por estrelas brilhantes que pareciam acenar para eles.

A Lúcia ajustava os controlos com precisão, enquanto o Zeca observava a Lua a aproximar-se. Quando finalmente pousaram numa cratera iluminada por uma luz prateada, o Zeca sentiu que o sonho tinha deixado de ser apenas dele — agora era de todos os que ousam sonhar alto.

Ele tirou o capacete, ergueu a cabeça e soltou o “cocorocó” mais épico que alguma vez se ouviu para além da Terra.

Enquanto o Zeca cantava o seu “cocorocó” lunar, percebeu algo incrível: havia apenas uma única pegada na cratera — a dele! Ele era o primeiro galo a pisar a Lua, o único até agora. Aquela marca solitária era a prova de que, mesmo um sonho aparentemente impossível, com coragem e um só passo, pode tornar-se real.

De repente, a Lúcia apontou para o horizonte lunar: “Olha, Zeca, há algo estranho ali — duas luzes a piscar.”

Eles decidiram investigar e descobriram uma pequena base lunar abandonada, com dois robôs guardiões que pareciam adormecidos, mas prontos para acordar.

“Parece que não estamos sozinhos aqui,” disse a Lúcia com um sorriso. “A nossa aventura está só a começar.”

 

Zeca e Lúcia aproximaram-se cautelosamente dos dois robôs. Para surpresa deles, os robôs começaram a acordar, acendendo luzes e emitindo sons que mais pareciam música cósmica.

“Bem-vindos à Base da Lua,” disse uma voz metálica mas amigável. “Somos os Guardiões do Sonho — a proteger o segredo de que a coragem pode levar qualquer um aos lugares mais improváveis.”

Zeca olhou para Lúcia, cheio de orgulho e admiração. “Então não somos só nós dois a acreditar nos sonhos,” disse ele.

A base lunar revelou mapas estelares e histórias de outros viajantes corajosos, e Zeca percebeu que a sua aventura era apenas o primeiro capítulo de muitas por vir.

Com um último “cocorocó” para a Lua, ele soube que, não importa onde estejas, com coragem e um parceiro fiel, nenhum sonho é impossível.

E assim, sob a luz prateada da Lua, começaram a planear a próxima viagem — talvez para Marte, ou até mais longe.