sábado, 22 de novembro de 2025

Trup

A postura de Donald Trump na cena política distingue-se pela sua alta capacidade de reviravolta — não são meras declarações oportunistas, mas sim saltos dramáticos entre posições que variam conforme o seu interesse momentâneo, o contexto mediático ou a pressão externa. Esses ziguezagues não são apenas retóricos, têm impacto real nas políticas internas e externas dos Estados Unidos. A seguir, alguns exemplos que ilustram bem esse comportamento contraditório:

1. 

Tarifas comerciais com a China

Um dos casos mais notórios é a imposição de tarifas “recíprocas” massivas sobre importações: Trump anunciou taxas de até 125% sobre produtos chineses. 

euronews

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Poder360

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No entanto, poucos meses depois, declarou estar “aberto” a acordos com a China. 

Poder360

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Ainda mais: numa cimeira com Xi Jinping, Trump fez um recuo importante, reduzindo algumas dessas tarifas, alegando que a China poderia ajudá-lo na questão do fentanil. 

euronews

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Esses saltos sugerem que a sua postura é tanto de confronto duro quanto de negociação flexível — dependendo do momento e do que convém ao seu discurso político.

2. 

Reconhecimento dos custos tarifários

Apesar de impor tarifas pesadíssimas, Trump reconheceu publicamente que havia “custos e problemas de transição” para a economia americana. 

O Globo

 Ou seja: ele próprio admitiu que a política protecionista tinha efeitos negativos no curto prazo, mas continuou a promovê-la como se fosse uma medida de grande vitória política.

3. 

Desregulação ambiental e mudança climática

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Durante o seu primeiro mandato, Trump assinou ordens executivas para reverter regulamentos ambientais importantes, como o Clean Power Plan, argumentando que isso promoveria independência energética e beneficiaria a indústria de combustíveis fósseis. 

TIME

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Mas mais recentemente, numa demonstração clara do seu estilo “ziguezague”, ele voltou a retirar os EUA do Acordo de Paris sobre o clima, repondo uma política de negação das mudanças climáticas e alinhando-se com os interesses da indústria de petróleo e do gás. 

Reuters

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Esta constante oscilação entre promessas de “crescimento económico” e puxadas de freio nas medidas ambientais revela uma contradição profunda: um discurso populista que alterna entre “trabalho para os americanos” e “fazemos o que for preciso para sustentar o poder económico”.

4. 

Negociações comerciais com diversos países

Além da China, Trump também ameaçou e impôs tarifas a outros parceiros, para depois oferecer pausas ou condições especiais: por exemplo, anunciou uma pausa de 90 dias em algumas tarifas para países que quisessem negociar. 

euronews

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Porém, esse “alívio temporário” é visto por muitos como tática para pressionar — em vez de uma política estável ou previsível.

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Posteriormente, anunciou que gostaria de encurtar prazos para novos acordos comerciais, dizendo que enviaria cartas a vários países com a mensagem: “Parabéns! Vão pagar 25%” de tarifas. 

Diário de Notícias

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Em paralelo, classificava os seus próprios acordos como “os maiores da história”: por exemplo, afirmou ter fechado um “acordo gigantesco” com o Japão e com o Reino Unido, usando a retórica da vitória política, apesar dos analistas levantarem dúvidas sobre a sustentabilidade e o real benefício económico desses pactos. 

UOL Economia

5. 

Diplomacia contraditória

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A secretária de imprensa da Casa Branca admitiu que Trump poderia personalizar acordos para cada país, dependendo das negociações. 

Poder360

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No entanto, a imprevisibilidade dessas negociações reforça a ideia de que Trump usa a diplomacia como um jogo de pressão em vez de uma estratégia de longo prazo — o que mina a confiança de muitos parceiros internacionais.

 

Conclusão crítica com base nos exemplos

Estes exemplos mostram que os “ziguezagues” de Trump não são simples variações de discurso: fazem parte de um método calculado. Ele alterna a confrontação agressiva (tarifas muito altas, retórica de dureza) com gestos de abertura (pausas, negociações), conforme o que for mais vantajoso para os seus objetivos imediatos. Isso pode dar-lhe uma vantagem tática a curto prazo, mas compromete a construção de políticas coerentes e sustentáveis.

Além disso, esse comportamento tende a prejudicar a credibilidade das instituições: aliados, adversários e mercados lidam com ele como alguém imprevisível, o que cria instabilidade nos principais domínios — económico, diplomático e ambiental.

Por fim, embora seus movimentos possam ser celebrados pelos seus apoiantes como “decisivos” ou “estratégicos”, muitos críticos vêem neles um estilo que fragiliza a governabilidade institucional: é fácil ganhar no momento, mas é difícil construir algo sólido para o futuro quando as regras mudam constantemente.



Nota de autoria:

Os textos aqui partilhados são da autoria de Marciel, com apoio da inteligência artificial ChatGPT para auxiliar na redação, estruturação e revisão de conteúdo. Embora a IA contribua com sugestões e melhorias, todas as ideias, decisões finais e mensagens transmitidas são inteiramente humanas. 

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