A postura de Donald Trump na cena política distingue-se pela sua alta capacidade de reviravolta — não são meras declarações oportunistas, mas sim saltos dramáticos entre posições que variam conforme o seu interesse momentâneo, o contexto mediático ou a pressão externa. Esses ziguezagues não são apenas retóricos, têm impacto real nas políticas internas e externas dos Estados Unidos. A seguir, alguns exemplos que ilustram bem esse comportamento contraditório:
1.
Tarifas comerciais com a China
Um dos casos mais notórios é a imposição de tarifas “recíprocas” massivas sobre importações: Trump anunciou taxas de até 125% sobre produtos chineses.
euronews
+2
Poder360
+2
•
No entanto, poucos meses depois, declarou estar “aberto” a acordos com a China.
Poder360
•
Ainda mais: numa cimeira com Xi Jinping, Trump fez um recuo importante, reduzindo algumas dessas tarifas, alegando que a China poderia ajudá-lo na questão do fentanil.
euronews
•
Esses saltos sugerem que a sua postura é tanto de confronto duro quanto de negociação flexível — dependendo do momento e do que convém ao seu discurso político.
2.
Reconhecimento dos custos tarifários
Apesar de impor tarifas pesadíssimas, Trump reconheceu publicamente que havia “custos e problemas de transição” para a economia americana.
O Globo
Ou seja: ele próprio admitiu que a política protecionista tinha efeitos negativos no curto prazo, mas continuou a promovê-la como se fosse uma medida de grande vitória política.
3.
Desregulação ambiental e mudança climática
•
Durante o seu primeiro mandato, Trump assinou ordens executivas para reverter regulamentos ambientais importantes, como o Clean Power Plan, argumentando que isso promoveria independência energética e beneficiaria a indústria de combustíveis fósseis.
TIME
•
Mas mais recentemente, numa demonstração clara do seu estilo “ziguezague”, ele voltou a retirar os EUA do Acordo de Paris sobre o clima, repondo uma política de negação das mudanças climáticas e alinhando-se com os interesses da indústria de petróleo e do gás.
Reuters
+1
•
Esta constante oscilação entre promessas de “crescimento económico” e puxadas de freio nas medidas ambientais revela uma contradição profunda: um discurso populista que alterna entre “trabalho para os americanos” e “fazemos o que for preciso para sustentar o poder económico”.
4.
Negociações comerciais com diversos países
Além da China, Trump também ameaçou e impôs tarifas a outros parceiros, para depois oferecer pausas ou condições especiais: por exemplo, anunciou uma pausa de 90 dias em algumas tarifas para países que quisessem negociar.
euronews
•
Porém, esse “alívio temporário” é visto por muitos como tática para pressionar — em vez de uma política estável ou previsível.
•
Posteriormente, anunciou que gostaria de encurtar prazos para novos acordos comerciais, dizendo que enviaria cartas a vários países com a mensagem: “Parabéns! Vão pagar 25%” de tarifas.
Diário de Notícias
•
Em paralelo, classificava os seus próprios acordos como “os maiores da história”: por exemplo, afirmou ter fechado um “acordo gigantesco” com o Japão e com o Reino Unido, usando a retórica da vitória política, apesar dos analistas levantarem dúvidas sobre a sustentabilidade e o real benefício económico desses pactos.
UOL Economia
5.
Diplomacia contraditória
•
A secretária de imprensa da Casa Branca admitiu que Trump poderia personalizar acordos para cada país, dependendo das negociações.
Poder360
•
No entanto, a imprevisibilidade dessas negociações reforça a ideia de que Trump usa a diplomacia como um jogo de pressão em vez de uma estratégia de longo prazo — o que mina a confiança de muitos parceiros internacionais.
Conclusão crítica com base nos exemplos
Estes exemplos mostram que os “ziguezagues” de Trump não são simples variações de discurso: fazem parte de um método calculado. Ele alterna a confrontação agressiva (tarifas muito altas, retórica de dureza) com gestos de abertura (pausas, negociações), conforme o que for mais vantajoso para os seus objetivos imediatos. Isso pode dar-lhe uma vantagem tática a curto prazo, mas compromete a construção de políticas coerentes e sustentáveis.
Além disso, esse comportamento tende a prejudicar a credibilidade das instituições: aliados, adversários e mercados lidam com ele como alguém imprevisível, o que cria instabilidade nos principais domínios — económico, diplomático e ambiental.
Por fim, embora seus movimentos possam ser celebrados pelos seus apoiantes como “decisivos” ou “estratégicos”, muitos críticos vêem neles um estilo que fragiliza a governabilidade institucional: é fácil ganhar no momento, mas é difícil construir algo sólido para o futuro quando as regras mudam constantemente.
Nota de autoria:
Os textos aqui partilhados são da autoria de Marciel, com apoio da inteligência artificial ChatGPT para auxiliar na redação, estruturação e revisão de conteúdo. Embora a IA contribua com sugestões e melhorias, todas as ideias, decisões finais e mensagens transmitidas são inteiramente humanas.
Sem comentários:
Enviar um comentário