Havia qualquer coisa de mágico no Natal dos anos 90. Talvez fosse a simplicidade, talvez fosse o tempo — que parecia passar mais devagar — ou talvez fosse apenas o encanto de viver tudo com olhos de criança. As ruas ganhavam um brilho diferente, com luzes coloridas e músicas que se ouviam nas rádios locais. As famílias juntavam-se à volta da mesa, e o Natal era, acima de tudo, um momento de encontro, de gargalhadas e de cheiros que anunciavam a época: o bacalhau a cozer, os fritos de abóbora, o açúcar e a canela no ar.
As crianças esperavam ansiosamente pela consoada, a contar as horas para abrir os presentes. Nessa altura, não havia ecrãs nem notificações — só o som do papel a rasgar e o brilho nos olhos de quem recebia algo tão simples como um carrinho, uma boneca ou uma cassete do cantor preferido. O Pai Natal ainda era um mistério, e o frio lá fora parecia tornar tudo mais verdadeiro.
Hoje, o Natal mudou. As luzes brilham mais, as mesas continuam fartas, mas há uma pressa diferente no ar. As mensagens substituíram os postais, e os abraços deram lugar a emojis. As compras fazem-se por clique, e os desejos partilham-se nas redes sociais. Ainda assim, por entre o ruído e a correria, há momentos que nos fazem parar: o cheiro do forno, o riso de uma criança, a lembrança de quem já partiu mas continua presente.
Porque, no fundo, o Natal é isso — uma ponte entre o que fomos e o que somos. E mesmo que os tempos mudem, há coisas que o tempo não apaga: o calor da família, a saudade da infância e o desejo sincero de que, por um instante, tudo volte a ter a magia dos Natais de antigamente.
Nota de autoria:
Os textos aqui partilhados são da autoria de Marciel, com apoio da inteligência artificial ChatGPT para auxiliar na redação, estruturação e revisão de conteúdo. Embora a IA contribua com sugestões e melhorias, todas as ideias, decisões finais e mensagens transmitidas são inteiramente humanas.
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