quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Entre Amizade

Entre Amizade


Entre risos e segredos,

o teu nome virou abrigo,

e sem querer, entre os medos,

dei por mim a estar contigo.

Não foi amor de repente,

foi ternura que ficou,

um afecto tão presente

que, sem pedir, me conquistou.

Ouço-te e o mundo acalma,

olho-te e tudo faz sentido,

amizade que toca a alma

e tem perfume de amor contido.

Não sei onde o “nós” começa,

nem onde o “eu” termina,

só sei que a vida enriquece

quando a tua voz ilumina.

Guardei no peito um segredo,

feito chama em véu sereno,

com receio e com desejo,

com coragem e com veneno.

Nos teus olhos, às vezes, vejo

um reflexo do que sinto,

um talvez, um leve beijo,

um amor que é ainda instinto.

Quis falar, mas o silêncio

soube proteger melhor,

pois temia que um só gesto

pusesse fim ao que é maior.

Mas se um dia o tempo ousar

mostrar tudo o que escondi,

não direi que foi engano —

foi amor que vivi aqui.

E se o mundo nos afastar,

ou se a sorte for distância,

lembra: amar, no fim, é estar,

mesmo em forma de amizade.

Passaram dias, meses, anos,

como folhas que o vento leva,

mas o coração, sem enganos,

guardou-te em cada vereda.

Reencontrei-te por acaso,

ou talvez por destino traçado,

o mesmo riso, o mesmo abraço,

um silêncio apaixonado.

Falámos do tempo ido,

das voltas que a vida deu,

e nesse instante contido,

soube que o “nós” renasceu.

Não era mais só ternura,

nem apenas companhia,

era amor com a doçura

da amizade que o vestia.

Agora sei, sem temores,

que o amor e a amizade, enfim,

são dois nomes, duas cores,

do mesmo lume sem fim.


Nota de autoria:

Os textos aqui partilhados são da autoria de Marciel, com apoio da inteligência artificial ChatGPT para auxiliar na redação, estruturação e revisão de conteúdo. Embora a IA contribua com sugestões e melhorias, todas as ideias, decisões finais e mensagens transmitidas são inteiramente humanas. 

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