Entre Amizade
Entre risos e segredos,
o teu nome virou abrigo,
e sem querer, entre os medos,
dei por mim a estar contigo.
Não foi amor de repente,
foi ternura que ficou,
um afecto tão presente
que, sem pedir, me conquistou.
Ouço-te e o mundo acalma,
olho-te e tudo faz sentido,
amizade que toca a alma
e tem perfume de amor contido.
Não sei onde o “nós” começa,
nem onde o “eu” termina,
só sei que a vida enriquece
quando a tua voz ilumina.
Guardei no peito um segredo,
feito chama em véu sereno,
com receio e com desejo,
com coragem e com veneno.
Nos teus olhos, às vezes, vejo
um reflexo do que sinto,
um talvez, um leve beijo,
um amor que é ainda instinto.
Quis falar, mas o silêncio
soube proteger melhor,
pois temia que um só gesto
pusesse fim ao que é maior.
Mas se um dia o tempo ousar
mostrar tudo o que escondi,
não direi que foi engano —
foi amor que vivi aqui.
E se o mundo nos afastar,
ou se a sorte for distância,
lembra: amar, no fim, é estar,
mesmo em forma de amizade.
Passaram dias, meses, anos,
como folhas que o vento leva,
mas o coração, sem enganos,
guardou-te em cada vereda.
Reencontrei-te por acaso,
ou talvez por destino traçado,
o mesmo riso, o mesmo abraço,
um silêncio apaixonado.
Falámos do tempo ido,
das voltas que a vida deu,
e nesse instante contido,
soube que o “nós” renasceu.
Não era mais só ternura,
nem apenas companhia,
era amor com a doçura
da amizade que o vestia.
Agora sei, sem temores,
que o amor e a amizade, enfim,
são dois nomes, duas cores,
do mesmo lume sem fim.
Nota de autoria:
Os textos aqui partilhados são da autoria de Marciel, com apoio da inteligência artificial ChatGPT para auxiliar na redação, estruturação e revisão de conteúdo. Embora a IA contribua com sugestões e melhorias, todas as ideias, decisões finais e mensagens transmitidas são inteiramente humanas.
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