Há dias em que acordo e o corpo pesa mais do que devia. Não é só o corpo — é tudo o que vem com ele: o esforço, a paciência e a vontade de continuar.
A cadeira está ali, sempre. Fiel, teimosa, silenciosa. Às vezes olho para ela e penso que é uma prisão. Outras vezes, vejo nela o ponto de partida da minha luta.
Andar de cadeira de rodas é viver entre o que posso e o que ainda não consigo. É aceitar o agora sem perder de vista o depois.
Todos os dias tento. Há dias em que o corpo falha, em que nada parece avançar. Mas há também dias em que consigo erguer-me, nem que seja por um instante. E nesse instante o mundo volta a ter cor.
A luta é dura, mas é minha. É feita de quedas, de força, de fé e de uma teimosia que não quebra.
Ainda não deixei a cadeira. Mas também não deixei de acreditar.
Um dia, sei que vou levantar-me. E quando o fizer, vou olhar para trás e perceber que cada queda foi um passo — um passo a caminho da liberdade.
Nota de autoria:
Os textos aqui partilhados são da autoria de Marciel, com apoio da inteligência artificial ChatGPT para auxiliar na redação, estruturação e revisão de conteúdo. Embora a IA contribua com sugestões e melhorias, todas as ideias, decisões finais e mensagens transmitidas são inteiramente humanas.
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